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31 de maio de 2013

PANINI COMICS BRASIL: A Linha DELUXE

Um breve parâmetro entre as representantes Brasil vs Espanha de uma mesma empresa.

A Panini Brasil vem fazendo um belo trabalho para os fãs Brasileiros, é inegável. Mas, se comparado ao trabalho das representantes da mesma editora em outros países [para não citar a chuva de lançamentos nos EUA, onde a comparação seria desleal, dada a força do mercado, vou usar a Espanha como exemplo nesse artigo], percebe-se que o serviço por aqui está muito aquém do que o leitor/colecionador Brasileiro merece. Ele é ávido por novos lançamentos! Compra tudo o que a Editora põe nas prateleiras!, até mesmo os volumes que não lhe interessam tanto. Precisa apenas que existam novos volumes nas prateleiras para efetuar suas compras. O que não acontece, todos sabem. Para justificar o não lançamento de esperados arcos MARVEL ou DC na linha DELUXE   que é um sucesso absoluto —, sabemos também que a editora apontará o fator vendas. Argumento esse que há tempos se revelou sem forças nesse seguimento. Pois não há tiragem dessa linha que fique por muito tempo decorando prateleiras. Duvida? Tente encontrar os seguintes (e únicos) títulos lançados nos últimos anos:

MARVEL:  
- Guerra Civil.
- Capitão América: O Soldado Invernal.
- Capitão América: A Ameaça Vermelha.
- Capitão América: A Morte do Sonho.
- THOR: O Renascer dos Deuses.
- THOR: Em Nome do Pai.
- OS NOVOS VINGADORES: Motim.
- OS NOVOS VINGADORES: Guerra Civil.

DC:
- LANTERNA VERDE: Sem Medo.
- LANTERNA VERDE: A Vingança dos Lanternas Verdes. 
- LANTERNA VERDE: Hal Jordan - Procurado.
- BATMAN e Filho.
- BATMAN: A Luva Negra.
- BATMAN: Descanse em Paz.

Naturalmente, os lançados mais recentemente (de meados do ano passado para cá) ainda são possíveis de encontrar, mas apenas eles. O que leva a pergunta:

16 de maio de 2013

OS SUPREMOS Vol. 01

É aquela velha história que você confere certo de que é mais um espetáculo de ação, e se surpreende ao perceber que a ação está em segundo plano. Os personagens e suas interações são o cerne de tudo o que está por vir.

Tardiamente tive minha iniciação no universo em quadrinhos dos heróis mais populares da MARVEL e DC Comics  que conheci pelos desenhos e filmes. Os desenhos (da década de 90) foram os grandes responsáveis por me fazer amá-los, e está como exemplo aquele robusto HOMEM-ARANHA da animação dos 90's que não me deixa mentir. Amava tanto o personagem que quase enfartei quando, pela TV, assisti pela primeira vez ao comercial do filme a estrear em 2002, onde descobri que o HOMEM-ARANHA que se balançava entre prédios era de carne e osso. Eu era inocente. Eu não tinha internet naquela época, e a surpresa foi verdadeira. 

A partir daí, entre frustrações e jóias cinematográficas, descobri em definitivo os quadrinhos quando me vi enlouquecido pelo filme WATCHMEN e quis conferir o porque os fãs da Graphic Novel não amavam o filme tanto quanto eu. Não demorou muito e eu li a HQ da série WATCHMEN, continuei amando o filme mas compreendi a insatisfação dos fãs e descobri o prazer que a leitura de uma HQ pode nos proporcionar. Partir disto para as pesquisas baseadas em opiniões de leitores-fãs sobre qual HQ comprar foi um processo natural, e um título recorrente nesta busca sempre foi OS SUPREMOS. O problema é que a edição encadernada se encontrava esgotada há muito, e nada de republicações a vista. Mas dizem que quando menos se espera é que a sorte vem... a sorte veio. Veio, e a HQ foi relançada pelo selo PANINI BOOKS. Edição Encadernada em um BIG formatão comprada, havia muita expectativa em torno da leitura, e havia também um certo receio por tudo o que essa expectativa proporcionava, porque esse é o caminho que segue em paralelo com a frustração. Mas os anos que Mark Millar e Bryan Hitch dedicaram as 13 volumes da edição não foram em vão, e agora que o primeiro arco fora devidamente conferido, revelo aqui tudo o que sempre quis descobrir.

"Homem-Aranha e Duende Verde. Os X-MEN e Magneto.
Estranhos seres com incríveis poderes surgiram para 
desafiar a ordem estabelecida, e os cidadãos comuns
estão estupefatos e apavorados. A solução do governo:
um pequeno, porém letal esquadrão conhecido como 
Os Supremos, criado para nos proteger 
das crescentes ameaças a humanidade!"

1 de abril de 2013

X-MEN NOIR

Personagens de si mesmos, os X-MEN parecem encenar sua própria (nova) vida.

Não sou lá um grande fã do universo Noir da Marvel, mas, como colecionador compulsivo de seus encadernados mais uma novidade desta linha veio para a minha coleção assim que descoberta. Encadernado em mãos, a beleza da arte da capa chamou atenção e inspirou um olhar mais atento a sua composição. Em sua totalidade fosca, quando estrategicamente posicionada para receber o melhor ângulo de sua luz ambiente, o efeito que a reserva de verniz garante ao vestuário e acessórios dos personagens fazem-nos reluzir e contrastar com a pele e fios capilares foscos, parecendo saltar para fora como em um efeito 3D. E foi assim, após deslumbrar a visão com a fantástica arte de capa que, ao virar a página e iniciar a leitura, em mais uma grata surpresa me deparei com uma estória atraente, redonda e de fácil digestão. 

"Nova York, 1937. Peter não consegue se livrar da influência do pai. Sua irmã, Wanda, deve uma alta quantia a Remy Le Beau, proprietário do Club Creole. O pai de Peter e Wanda, Eric Magnus, é um figurão da policia: corrupto, violento e sem escrúpulos. Anne-Marrie Rankin tem o dom de se tornar quem precisa ser. Preso numa cela, Charles Xavier se pergunta o que planejam seus alunos da "Escola Xavier para a Juventude Excepcionalmente Transviada". Agora Jean Grey está morta, mas não há ninguém que possa investigar o crime. Ninguém com poder para fazer alguma coisa. Mas a quem interessaria a morte de uma das aberrações de Xavier?"

A qualidade da trama pôde ser percebida mais rapidamente do que se poderia esperar. Precisamente falando, já na primeira página, quando o desejo de um dos personagens por uma bala de menta vem à tona e percebemos que a trama acerta ao se mostrar sincera a ponto de revelá-lo, mesmo sendo uma manobra que corre o risco de parecer simples, insignificante... quando não o é. Na verdade, o íntimo do personagem é a força motora da sequencia que abre a estória  que é recheada de momentos como esse , e são desses pequenos momentos que saem surpresas interessantes. São esses os momentos que ficam na memória muito tempo depois de terminada a leitura. Engana-se quem pensa que é a ação. O que fica na mente é sempre o diálogo marcante.

9 de fevereiro de 2013

LEX LUTHOR: Homem de Aço

"Mede-se o valor das escolhas de um homem por aquilo que ele abre mão para fazê-las"

É sempre mais interessante quando o psicológico está a frente do combate físico. Uma verdade absoluta. Verdade essa que Brian Azzarello, mais uma vez, traz a tona ao compor uma trama (a outra foi: Coringa) onde o adversário ícone de uma prata da casa é o protagonista da edição, seu status vilanesco inalterado, mas com a vantagem da estória ser narrada sob sua perspectiva, lhe garantindo uma empatia maior por testemunharmos o motivo interno de cada passo para alcançar o objetivo final.

"Superman já foi chamado de muitas coisas desde que veio a público: de defensor da verdade e justiça a maior escoteiro do mundo. Conseguiu tornar a si mesmo tão humano que quase todo mundo esqueceu que ele não é um de nós. Quase todo mundo.

Apenas Lex Luthor se opõe ao último filho de Krypton para fazê-lo se dar conta do que realmente é: uma perigosa ameaça a toda a humanidade. O fim da missão eterna de Luthor para deixar Superman a seus pés nunca esteve tão próximo..."

Em uma narrativa brilhante, uma cortesia já esperada do mestre Azzarello, Luthor deixa de lado as afirmações que visam estabelecer a sua inteligência e a expõe ao leitor em seu discurso, dissecando a humanidade em palavras verdadeiras, que, em algum momento, irão atingir a você, fazendo com que se sinta analisado pelo vilão, devaneando a possibilidade dele ter acesso a sua alma, receios, anseios... ao seu eu. Quando, na verdade, o que ele tem é uma mente inteligente o bastante para entender a humanidade como um todo, e definir as unidades em palavras certeiras e embasadas. Não há maneira melhor de deixar claro que estamos diante de um personagem inteligente. Não há!

5 de dezembro de 2012

HOMEM-ARANHA NOIR 2: A Face Oculta

Do descartável ao fundamental.

Se no primeiro volume de HOMEM-ARANHA NOIR o resultado final foi confuso, sua sequencia se revelou muito bem definida no que se refere aos sentimentos que a jornada de Peter Parker provocou. E se não fosse a já citada insistência em, num impulso consumista, comprar "tudo" o que o selo Panini Books publica em capa dura, jamais descobriria que um universo que pareceu desinteressante desde as primeiras páginas da história que o estabelece poderia se elevar tanto em nível de qualidade em uma segunda tentativa. Ainda mais por ser desenvolvido pela mesma equipe criativa de seu antecessor. Mas é bom quando somos surpreendidos. E quando a surpresa é sincera, então. . .

HOMEM-ARANHA NOIR 2: A Face Oculta foi uma surpresa inesperada.

Nova York, 1933. Os efeitos da Grande Depressão continuam a ser sentidos, mas Franklin Roosevelt começa a restaurar a esperança dos norte-americanos. Até Peter Parker — mais conhecido como o Homem-Aranha — acredita num futuro de justiça e igualdade social. Mas ele não contava com o Mestre do Crime, que tomou o lugar do Duende como senhor do submundo nova-iorquino! Que papel tem a Gata Negra, o Doutor Octopus e o Homem-Areia em tudo isso?

14 de novembro de 2012

KICK-ASS: Quebrando Tudo

"Voce nunca mais verá um gibi do mesmo jeito..."

Informa o texto que o introduz à história na contracapa da edição. Informação essa que nada diz, a não ser a intenção explícita de tentar o leitor a comprar a edição que tirou da prateleira, mesmo sendo a da estreia de um personagem jamais visto pelo público. Levando-o a acreditar que este gibi, diferente de tantos outros que usaram do mesmo artifício para atrair olhos curiosos, irá re.vo.lu.ci:o.nar a sua visão sobre o universo super heroístico. "Tá! É claro que vai!" – é o seu pensamento irônico ao se ver obrigado a duvidar depois ler a preciosa informação. Aos que ainda acreditam na palavra alheia – por mais que venha de um publicitário –, e que também foram abençoados com a curiosidade, dedico efusivos parabéns... #SeusFelizardos. Pois foram os primeiros a se deliciar com a trama que, como o texto da contracapa afirma, não somente irá, COMO REVOLUCIONA sua visão sobre os super personagens dos gibis que acompanha. Revolução que se faz perceber antes da metade da jornada de Dave Lizewski, o chutador de bundas, nessa preciosa edição. Sim, eu lhes desejo sinceros parabéns por vencerem o medo de mais uma vez se decepcionar com uma promessa vã de uma leitura inesquecível, e terem feito de KICK-ASS o sucesso que é hoje, mas não lhes permito sorrisinhos superiores porque... por mais que tenha sido um leitor tardio desse chocolate da literatura, eu o li... e agora vivi cada detalhe dessa jornada como você, um dia, viveu, seu bunda chutada.
 
"O que acontece quando um cara comum numa roupa de látex fica frente a frente com o submundo do crime? É isso o que o jovem Dave Lizewski está prestes a descobrir. Afinal, as pessoas têm apenas uma vida, e Dave quer que a dele seja empolgante. A qualquer preço."

27 de outubro de 2012

HOMEM-ARANHA NOIR

Uma aventura descartável, mas incerta se realmente o é.

O selo Panini Books vem investindo com vontade nos encadernados da linha noir dos super heróis Marvel Comics, e essa novidade começou com o mais teioso dos super seres: o HOMEM-ARANHA.

Nova York, 1933. Quatro anos depois da quebra da Bolsa de Valores de Nova York. Os Estados Unidos vivem a Grande Depressão. O Duende é o chefe de uma quadrilha de criminosos que domina a cidade pela corrupção e violência. Peter Parker vive sua adolescência com os tios Ben e May, um casal de socialistas fervorosos que luta para melhorar a sociedade e impedir a exploração dos mais humildes. Amargurado com o brutal assassinato de seu tio, o jovem Peter encontra a chance de saciar sua sede de justiça ao ser picado por uma exótica aranha mística, que lhe confere poderes especiais. Agora, ele pode honrar o que seu tio lhe ensinou: "se aqueles que detêm o poder não são dignos de confiança, é dever do povo destituí-los".

A história é aquela que todo o mundo conhece, mas, apesar de ser poderosamente interessante, nem todos nesse todo se sente apetecido em ler/ver/ouvir. Sendo objetivo... No primeiro volume da linha noir do Homem-Aranha nada agradou. Dos desenhos ao texto, e também a jornada pela qual este texto passeia. Falando francamente?, tal afirmação é consciente de que muitos poréns a permeia, e um deles é a insistência da Marvel em recontar a origem de um personagem que todos conhecem como se fosse a sua. E esse porém leva a uma grande pergunta:

19 de setembro de 2012

JUSTICEIRO: 6 Horas Para Matar

Uma ousadia refreada.

Cada leitura é única, e mesmo se tratando da continuação de algo ja estabelecido, toda leitura é um momento isolado. Com esse entendimento, compreende-se que em leituras que se permitam continuações, mesmo que a atual seja magnifica não significa que o que vem pela frente seguirá o mesmo caminho de acertos, e nem que a primeira é tão boa que não possa ser superada a seguir. A nova leitura, como qualquer outra, é um momento isolado, lembra?, e mesmo acompanhada de um passado bom ou nem tanto, vem acompanhada também dos mesmos 50% de chances para acertos ou erros. Foi o que descobri, não ao final da leitura, mas por ler JUSTICEIRO: As Meninas do Vestido Branco – que apresentou uma leitura inexpressiva justamente por se ater no expressar –, e, principalmente, por persistir na leitura em questão e compreender que são sim histórias de um mesmo universo, mas nem por isso são equivalentes. Hoje, leitura finalizada, garanto que o erro anterior não se repete aqui, e o que tinha tudo para ser jogado de lado pelo passado negro que nem é tão distante assim, acabou por garantir uma segunda chance, originando o argumento que o introduziu nesse texto e se tornou pensamento – bem antes de se tornar introdução, claro.
 
"Por mais de trinta anos, Frank Castle dedicou sua vida a exterminar de modo implacável a escória criminosa que infesta a nossa sociedade. Porém, durante uma investigação de tráfico infantil na Filadélfia, ele é capturado e envenenado. Agora, Castle tem apenas seis horas de vida, e pretende aproveitá-las da melhor maneira possível: eliminando o maior número de canalhas que puder."

5 de setembro de 2012

CAPITÃO AMÉRICA: A Ameaça Vermelha

De todos, o retorno mais aguardado.

"Voltar é bom, como um som que a gente ouve novamente." Citando um trecho da canção popular que, com beleza e poesia, expressa o prazer das emoções revividas, encontrei a forma mais simples e eficaz de apontar meu contentamento ao revisitar esse universo e reencontrar companhias queridas de outrora, descobrindo um pouco mais de suas verdades ao desfrutar um pouco mais de suas companhias. Voltar é bom, pelo simples fato de não haver lugar como o lar, como não há tantas citações poderosas como esta, somente por esta ser tão verdadeira e unânime aos seres pensantes. Não há lugar como o lar, e não há, nos corações humanos, sentimento mais poderoso que o prazer do voltar.

"A MORTE VEM DO PASSADO.

Na trilha de seu recém-reencontrado parceiro Bucky, o Capitão América vai à Inglaterra e luta ao lado de dois ex-colegas Invasores – Spitfire e Union Jack – para impedir que o Caveira Vermelha arrase Londres com um pesadelo dos tempos da 2ª Guerra Mundial. Para isso, porém, ele terá de enfrentar inúmeras ameaças, como o novo Grande Mestre, Ossos Cruzados e Pecado, a insana filha do Caveira Vermelha! No segundo volume da fase do premiado roteirista Ed Brubaker (Criminal), novos e surpreendentes desafios aguardam a Sentinela da Liberdade!"

Não é de hoje que Ed Brubaker se revelou um favorito da escrita, como não é a primeira vez que, aqui, cito a

23 de agosto de 2012

BATMAN e Filho

Da desconfiança a aclamação.

Existem vários tipos de artistas: dos que acreditam serem aos medianos, passando pelos comuns, inovadores e, no topo da escala, os geniais. De todos, vou citar apenas dois: Os que impressionam a cada obra lançada (geniais), e os que sustentam seu nome por um único momento de inspiração (comuns). Este segundo, com muita facilidade, atribui a Grant Morrison no momento em que percebi a aclamação por parte de seus leitores e não ser capaz de compreendê-la. Cheguei a certeza de que o cara, em um passado distante, teria escrito algo grandioso e desde então apoiava seu nome no mesmo. Seria a explicação mais plausível para tamanho exagero dos seus fãs.

Usando de sinceridade: "Peraí, meu... cês tão falando daquele merda que escreveu aquele lixo?!", foi o pensamento que me ocorreu ao associar seu nome a uma leitura terrível, numa trama que comecei a ler com boa vontade até, e, antes da metade, percebi que persistia na leitura pela obrigação pessoal de querer terminá-la, apenas por tê-la iniciado: Liga da Justiça - Nova Ordem Mundial. Um fato intimamente pessoal  de gosto mesmo   e que levou ao total desinteresse por BATMAN e Filho antes mesmo de iniciá-la, mesmo tendo como protagonista o Batman, personagem tão amado. Isso, claro, porque o até então supervalorizado Grant Morrison é responsável por aquela obra, se lembra?, que marcou por falhar em seu intento. Mas não vamos entrar em deméritos porque essas águas passaram, e passaram com a promessa de jamais voltarem. Fiz questão de lembrá-la apenas para dar apoio a origem do desconforto inicial desta leitura. Pois Nova Ordem Mundial é grande responsável pelo desagrado ao zapear a área de créditos da edição.

23 de junho de 2012

OS NOVOS VINGADORES: Motim

O prazer da leitura renovado pela excelência.

A essa altura do campeonato as histórias correm o grande risco de parecerem comuns e repetitivas. Tudo já foi pensado, escrito e publicado. De invasões alienígena aos portões do inferno. E a máxima vai a mil quando a realidade se aplica as história em quadrinhos, porque, dada a intimidade com os personagens deste universo que quase nos permitem adivinhar suas palavras e prever seus atos diante de algumas situações, a zona de conforto pode deixar de ser interessante e o todo correr um sério risco de perder o brilho. Mas todo presságio cai por terra quando o homem por trás da cortina é Brian Michael Bendis, que te desafia na máxima: "tudo já foi feito", mostrando que, no meio desse tudo, existe a mais valiosa ferramenta para se conduzir uma narrativa com excelência: os seres humanos e seus relacionamentos. E é ai que o mestre dos diálogos te deixa com sabor doce na boca ao mostrar que sua teoria é falha, e lhe invadir com uma nova certeza: Nem tudo já foi feito. Te surpreendendo novamente.

Os Vingadores não existem mais. Sua ausência abre caminho para um insidioso plano de fuga em massa da balsa, a instalação de segurança máxima da ilha Ryker, onde os supre criminosos mais perigosos do mundo cumprem pena.
Mas um grupo de heróis reunidos pelo destino se levanta para impedir que isso aconteça. Testemunhe o nascimento dos... Novos Vingadores!

Em meu primeiro contato com a Mulher-Aranha, a grande pergunta foi: Por que? Por que diabos alguém iria querer ler um personagem derivado do Homem-Aranha? Ainda mais com este dividindo páginas com o mesmo. E a resposta foi das mais positivas. Frustrando expectativas, Jessica Drew mostrou força suficiente para se fazer ver como uma verdadeira protagonista e revelou que sua única ligação com o Aranha está na alcunha heroica, não possuindo parentesco algum com Peter Parker, deixando de ser uma sombra para se tornar o foco. Ela é dúbia, sensual e indiscutivelmente necessária a trama.

24 de maio de 2012

LANTERNA VERDE: Sem Medo

Uma leitura por demais ansiada, onde o acerto revelou-se uma constante.

Depois de conferir o trabalho de Geoff Johns em Lanterna Verde: Origem Secreta e testemunhar a fusão de escritor e personagem num único ser, me tornei um espectador ansioso pelo próximo volume da fantástica simbiose artistica. Sim, você entendeu bem, es-pec-ta-dor. Pois o espetáculo é conduzido com tamanha destreza que o texto torna-se um complemento real da imagem, dando vida ao espetáculo, fazendo os "Fabooms" e "Papapás" saltarem páginas afora, alcançando a audição, me fazendo jurar que o encadernado era também composto por sonoplastia. Foi demais! A leitura inspira a uma experiência muito real. Muito viva. E isso é reflexo de uma trama envolvente, onde os personagens estão em primeiro plano, e a ação, não menos importante, mas uma consequência de atos. . . Isso é o que acontece quando um grande escritor encontra um grande personagem, e é prova material de que da união de dois grandes, surge um gigante. Porque um grande personagem necessita de um grande escritor, para, assim, ambos tornarem-se gigantes. E eles se tornaram!

"Hal Jordan ressuscitou e alcançou sua redenção. Agora chegou o momento de prosseguir com sua vida como Lanterna Verde, o protetor do setor espacial 2814. Mas enquanto ele retorna aos céus como um piloto da força aérea, Jordan tem de encarar novas ameaças de antigos inimigos, como os mortais Androides conhecidos como Caçadores Cósmicos, Tubarão e o terrível Mão Negra.
Tudo isso enquanto, em Oa, a Tropa dos Lanterna é reconstituída para proteger e servir a todos os seres em todas as galaxias conhecidas."

A trama reúne dois arcos que compõem uma história. O primeiro escrito por Geoff Johns e o segundo também escrito por Johns, agora em companhia de Dave Gibbons, que trouxe ao roteiro características que separam o estilo narrativo das duas historias, embora ocorram no mesmo período de tempo e mantendo a qualidade.

27 de abril de 2012

Leitores da HQ's.

Os responsáveis por nossa alegria!!!


O ano de 2008 foi definitivo para minha imersão no universo super heroístico em seu lar de origem. E falo com a clara certeza que represento tantos outros, pois a promessa de Nick Fury, na pele de Samuel L. Jackson, na inesperada sequência pós-crédito do respeitado HOMEM DE FERRO (2008), foi a maior das portas que se escancararam diante de todos os que desconheciam o universo MARVEL na banda desenhada. E, muito provavelmente, naquele primeiro fim de semana no agora distante maio de 2008, a empresa Google, certamente, percebeu um notável crescimento na busca por um resultado comum: Vingadores, Avangers ou seja lá como o título se traduz em outros polos. Tudo motivado pela maior e mais eficaz estratégia de marketing que o cinema mundial testemunhou desde os anos 2000, me arriscando em dizer - apenas por achismo como base - que foi a maior e mais eficaz da história do cinema mundial.

Hoje, leitor assíduo de quadrinhos, afirmo que o 27 de abril de 2012 foi esperado com ansiedade por muito tempo. Mas minha espera de quatro anos se torna singela ao considerar outras mentes pensantes que cresceram em companhia dos quadrinhos e, ao longo de décadas, anseiam apaixonados pela realidade presente. E tenho amigos que se enquadram nesse perfil!!! Dito isso, afirmo:

O filme foi feito para VOCÊS!!!


Essas mentes desprovidas de preconceito por terem crescido em companhia dos quadrinhos, lendo-os de acordo com suas possibilidades, ainda hoje e sem idade definida, muito provavelmente se permitem ao direito de curtirem agradáveis momentos de prazer relaxando em um confortável assento e imergindo em leituras de seus heróis amados, produzidos por seus escritores e desenhistas preferidos ( sim, os preferidos, pois a maturidade trás o refinamento que permite seguir a certeza da qualidade, adquirida pela experiência do hábito antigo, ao invés apontar vários alvos buscando o melhor do nicho), são os grandes responsáveis pela reunião da superequipe OS VINGADORES nas telas dos cinemas. E a cada um de vocês deixo meus sinceros agradecimentos. A explosão de euforia que me acometeu durante a sessão de cinema só foi possível por vocês fazerem de cada personagem que ocupou espaço na tela o que eles são.

MUITO OBRIGADO!!!

23 de abril de 2012

JUSTICEIRO: As Meninas do Vestido Branco

Comum, sangrenta e silenciosa.

Assim é As Meninas do Vestido Branco, que trás como protagonista o Justiceiro, numa trama que passa ligeira diante de nossos olhos, proporcionando a sensação de que nunca foi tão fácil ler o considerável número páginas visto na edição. Uma verdade que se torna absoluta pela escassez de diálogos, fazendo dos painéis de imagem o principal recurso narrativo para apresentar a história. Sem querer entrar em méritos ou deméritos, mas numa questão de gosto mesmo, há leitores que, como eu, prefiram diálogos intensos apenas por uma questão pessoal, de gosto mesmo, ou para levar a debates fora das páginas junto a amigos com quem divide a leitura. Como há também os adoradores da leitura muda, adeptos da ação e reação. E são esses os que irão ai delírio com o ousado (mas nem sempre compreensível) recurso narrativo, que o cinema mudo por muito tempo provou sua eficiência e fez valer a máxima onde se afirma que uma imagem vale mais que mil palavras. Pode até valer. Mas que algumas dezenas de palavras em alguns painéis mudos fariam a diferença e elevariam a trama, não se pode negar. Mas vale apontar que os diálogos, quando surpreendentemente encontrados, se faziam eficientes e clareavam parte da escuridão. . . que só encontra sua luz definitiva ao final, claro.

15 de abril de 2012

WATCHMEN

Magistral e indiscutívelmente humana. Humana e incrivelmente ficcional. Uma ficção assustadoramente real.

Falar de WATCHMEN é chover no molhado. Pois o choque de surpresas que a leitura causa é inevitável, e não há, no mundo, elogio que a história não tenha recebido. E qualquer um que se atreva a falar sobre, corre o risco de ser repetitivo  como, naturalmente, será . Isso porque WATCHMEN não é apenas uma história de super-heróis. É UMA HISTÓRIA DE SUPER-HERÓIS!!!

"Situado em uma América alternativa, no ano de 1985, onde super-heróis fantasiados são parte da teia que compõe a sociedade normal do dia-a-dia. Lá, o “Relógio do Juízo Final” – que mostra a tensão entre os Estados Unidos e a União Soviética – sempre está marcando cinco minutos para meia-noite. Quando um de seus companheiros é assassinado, o vigilante Rorschach descobre um plano para matar e desacreditar todos os heróis do passado e do presente. Assim que ele se reúne com sua antiga legião de combatentes do crime – um grupo de heróis aposentados, onde apenas um realmente tem superpoderes – Rorschach vê uma enorme e assustadora conspiração que interliga seu passado em conjunto e aponta para catastróficas consequências no futuro.

Sua missão é olhar por toda a humanidade… mas quem olhará pelos Watchmen?"

12 de fevereiro de 2012

CORINGA

É possível invadir a mente humana de tal forma que faça o invasor pensar conforme a mente invadida.

Não foi uma pergunta. Não foi uma pergunta, porque, enquanto leitor de CORINGA, escrito por Brian Azzarello, por vezes me surpreendi ao compreender o incompreensível. Ao ver razão onde não há resquícios dessa verdade. E estou certo que o que levou a essa certeza foi a oratória convincente que tornou o discurso, um tanto destrutivo, é verdade, tão embasado que permite a compreensão do que leva um ser humano a cometer atos de puro satanismo.

É inegável que o CORINGA visto nesta edição é a mais pura encarnação do mal, onde não há culpa, remorso ou temor. Havendo apenas a vontade de mostrar seu poder, não hesitando em agir como um trator diante de tudo o que se interpõem em seu caminho. Dono de um sarcasmo que só uma mente alimentada com cultura é capaz de apresentar, a inteligencia do homem de sorriso largo torna-se clara. O corpo não é forte, mas sua inteligência o leva a cercar-se de brinquedos dos mais variados tipos (incluindo humanos), e armas de fogo em uma trama despudorada, violenta e louca para ser refreada. Pois cada ato do vilão nos leva a espera do único que pode pará-lo.

28 de dezembro de 2011

BATMAN: O Cavaleiro das Trevas

Tão inteligente quanto revolucionária. Tão deslumbrante quanto arrebatadora. Assim é O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller. Mesmo passado duas décadas após seu lançamento.

A trama mostra Bruce Wayne alcançando a velhice, o BATMAN aposentado, numa realidade onde o herói não se fez necessário nos últimos 10 anos. Velho, pesado e lento, mesmo longe do seu auge físico, devolve vida a lenda que criou ao ver Gotham assolada por um mal.

Em contraponto a condição física de sua criação, Frank Miller estava no auge de suas capacidades artísticas quando desenvolveu o texto com uma narrativa tensa e frenética, que é de uma ousadia impressionante. Não somente pelo número de personagens que se interpõem, somando com seus pareceres e enriquecendo a trama, nem apenas pelo ritmo intenso e que jamais deixa espaço para fôlego, mas, também, por incluir a influência da mídia de forma a enaltecer e endemoninhar o vigilante mascarado que protege a cidade, em debates que valem cada palavra, sejam estas para o bem ou para o mal. Proporcionando aos acontecimentos ficcionais tamanha verdade que chegam ao extremo de fazer o espetáculo parecer crível, como se os quadros narrassem fatos históricos documentados por testemunhas oculares. De quantas obras pode-se falar isso? Sensação assim, só mesmo uma obra prima é capaz de provocar. Mas é de uma obra prima que estamos falando. Uma obra que rompeu preceitos e dissipou preconceitos em uma era onde ler quadrinhos era coisa de criança, permitindo aos fãs de banda desenhada (ainda se usa este termo?) questionar com soberba: "Você NÃÃÃÃO LEEEU O Cavaleiro das Treeeevas?!". Sacudindo a cabeça e caprixando na expressão de espanto quando diante de uma negativa: "Tsc Tsc Tsc".

Extremos são encontrados em cada virada de página. Armas não são mero enfeite e atiram pra valer. Vilões encontram a morte, e de forma definitiva, quando em confronto com seu oposto. Assassinatos em massa exibido em rede nacional ETC. Tudo em uma leitura que leva a reflexão:

"E se em nossa realidade existissem super humanos e também pessoas com

17 de dezembro de 2011

BATMAN: A Piada Mortal

De uma genialidade que estabelece um altíssimo padrão de qualidade.

Gênios assustam por serem complicados demais ao falarem coisas que nós, meros mortais (não se ofenda se você for um gênio), não somos capazes de compreender mesmo com a mais completa explicação. Gênios são seres incompreendidos. Gênios são loucos, barbudos e de cabeleira avantajada que se isolam da sociedade pela repulsa a ideia de se moldar a fôrma. Mas gênios não existem nos dias de hoje. Ao menos no plural, não. Pois, nos anos 50, toda a cota de gênios da promissora geração, ao que parece, tomou um só corpo.

O corpo de ALAN MOORE!

Sabe aquela regra: "gênios falam coisas que mortais não conseguem entender"? Ela é falha. Pois quando o gênio é mestre da escrita, fala de forma a não deixar dúvidas e é perfeitamente compreendido. E esse gênio foi capaz de criar a trama mais assustadora que tive o prazer de ler, com o herói mais foda-pra-caralho que tenho a honra de chamar de favorito, em míseras 43 páginas. . . e – segure o queixo – com início, meio e fim. E mesmo com o espaço reduzido que poderia não garantir tempo para que nos rendêssemos a intenção da trama, nós nos rendemos.

10 de dezembro de 2011

CAPITÃO AMÉRICA: O Soldado Invernal

É a leitura que eu sempre quis e não sabia onde encontrar.

"Abalado pela dissolução violenta dos  VINGADORES, Steve Rogers se vê diante de estranhas lembranças de seu próprio passado, da época da 2° Guerra Mundial. Para piorar, o surpreendente assassinato do Caveira Vermelha trás à tona uma lenda da Guerra Fria. Mas quem é o SOLDADO INVERNAL?"

A premissa nada modesta foi o pontapé inicial articulado pelo escritor Ed Brubaker para reformular as histórias do Capitão América e  o que ainda lhe era desconhecido enquanto planejava cada intenção e palavras vistas nos quadros do primeiro arco  devolvê-lo ao panteão dos maiores heróis do universo Marvel. Enquanto leitor de Projeto Marvels: O Nascimento dos Super-Heróis, percebi que sua narrativa com forte característica policial era capaz de conquistar na primeira leitura. Em Soldado Invernal, essa militância fica mais evidente e também a certeza que este gigante da escrita não é adepto a fórmulas e se reinventa de acordo à trama que deseja contar. E assim, mais uma vez, Ed Brubaker me surpreendeu. Pois o Capitão América não é o personagem mais popular dos heróis, mas é, certamente, o mais icônico. E o ícone que nos remete ao personagem é a Bandeira Americana (EUA). Algo que poderia conferir ao herói forte repulsa longe das Américas. Poderia!!! O que as habilidades de Brubaker como escritor não permitiram. Bandeiroso ao extremo, em momento algum a vestimenta ofuscou o homem por trás do escudo.

13 de novembro de 2011

PROJETO MARVELS: O Nascimento dos Super Heróis

Uma viagem inespera.

Como é gostosa a sensação de iniciar uma leitura e, no primeiro instante, perceber que a viajem valerá apena. Pois a pista de decolagem foi suficiente para o piloto mostrar que é um exímio condutor com toda a sua experiencia. É. . . Ed Brubaker revelou-se um grande piloto!

Antes de falar do Encadernado PROJETO MARVELS: O Nascimento dos Super Heróis, permita-me voltar um pouco no tempo, quando em uma livraria, onde tive a oportunidade de ter o Encadernado em mãos pela primeira vez, ler um trecho da sinopse na contracapa e, em seguida, devolvê-lo a prateleira devido a falta de interesse que o mesmo me causou. Sim. é exatamente o que você está pensando: "eu julguei o livro pela capa" (precipitadamente, devo dizer. Pois a capa é linda). Hoje, olhando para trás, vejo que tamanho desdem deu-se pelo simples fato que aquela altura eu estava mais interessando na incansável busca por um clássico que ansiava ler e garantir em minha estante mas não encontrava nas prateleiras: "A QUEDA DE MURDOCK" Busca que, por influência de seu protagonista, talvez?, me cegou e não permitiu que enxergasse a grandeza que a sinopse apresentava. Mas vamos voltar ao tema proposto e falar da sinopse do arco em questão...