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19 de setembro de 2012

JUSTICEIRO: 6 Horas Para Matar

Uma ousadia refreada.

Cada leitura é única, e mesmo se tratando da continuação de algo ja estabelecido, toda leitura é um momento isolado. Com esse entendimento, compreende-se que em leituras que se permitam continuações, mesmo que a atual seja magnifica não significa que o que vem pela frente seguirá o mesmo caminho de acertos, e nem que a primeira é tão boa que não possa ser superada a seguir. A nova leitura, como qualquer outra, é um momento isolado, lembra?, e mesmo acompanhada de um passado bom ou nem tanto, vem acompanhada também dos mesmos 50% de chances para acertos ou erros. Foi o que descobri, não ao final da leitura, mas por ler JUSTICEIRO: As Meninas do Vestido Branco – que apresentou uma leitura inexpressiva justamente por se ater no expressar –, e, principalmente, por persistir na leitura em questão e compreender que são sim histórias de um mesmo universo, mas nem por isso são equivalentes. Hoje, leitura finalizada, garanto que o erro anterior não se repete aqui, e o que tinha tudo para ser jogado de lado pelo passado negro que nem é tão distante assim, acabou por garantir uma segunda chance, originando o argumento que o introduziu nesse texto e se tornou pensamento – bem antes de se tornar introdução, claro.
 
"Por mais de trinta anos, Frank Castle dedicou sua vida a exterminar de modo implacável a escória criminosa que infesta a nossa sociedade. Porém, durante uma investigação de tráfico infantil na Filadélfia, ele é capturado e envenenado. Agora, Castle tem apenas seis horas de vida, e pretende aproveitá-las da melhor maneira possível: eliminando o maior número de canalhas que puder."

23 de abril de 2012

JUSTICEIRO: As Meninas do Vestido Branco

Comum, sangrenta e silenciosa.

Assim é As Meninas do Vestido Branco, que trás como protagonista o Justiceiro, numa trama que passa ligeira diante de nossos olhos, proporcionando a sensação de que nunca foi tão fácil ler o considerável número páginas visto na edição. Uma verdade que se torna absoluta pela escassez de diálogos, fazendo dos painéis de imagem o principal recurso narrativo para apresentar a história. Sem querer entrar em méritos ou deméritos, mas numa questão de gosto mesmo, há leitores que, como eu, prefiram diálogos intensos apenas por uma questão pessoal, de gosto mesmo, ou para levar a debates fora das páginas junto a amigos com quem divide a leitura. Como há também os adoradores da leitura muda, adeptos da ação e reação. E são esses os que irão ai delírio com o ousado (mas nem sempre compreensível) recurso narrativo, que o cinema mudo por muito tempo provou sua eficiência e fez valer a máxima onde se afirma que uma imagem vale mais que mil palavras. Pode até valer. Mas que algumas dezenas de palavras em alguns painéis mudos fariam a diferença e elevariam a trama, não se pode negar. Mas vale apontar que os diálogos, quando surpreendentemente encontrados, se faziam eficientes e clareavam parte da escuridão. . . que só encontra sua luz definitiva ao final, claro.

28 de setembro de 2011

GUERRA CIVIL

Numa realidade onde clássicos são produtos de qualidade do milênio passado, eis que surge o produto que ja nasceu clássico.

"A ação precipitada de um grupo de jovens super-heróis acarreta uma tragédia sem precedentes, deixando um saldo de centenas de mortos."

É a premissa que leva o governo a sancionar a lei do Registro para os Super Seres, e a trama a lugares inimagináveis, dividindo a comunidade heroica como jamais visto, De um lado, a facção pró-registro, liderada pelo Homem de Ferro; do outro, os contrários à medida, tendo à frente o Capitão América.

DE QUE LADO VOCE ESTÁ?

Nem sempre é possível se fazer gigante ao retratar a jornada de um personagem, que dirá em uma edição que envolva todo o universo de uma editora que, vamos combinar, não é pequeno. Isso, naturalmente, leva a certeza que encontraremos um apanhado de personagens que apenas vão figurar as cenas em quadros deslumbrantes, não possuindo peso ou deixando marcas na trama. Isso, claro, ao menos que o escritor da obra queira nos proporcionar uma grande surpresa. Pois é