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13 de novembro de 2011

PROJETO MARVELS: O Nascimento dos Super Heróis

Uma viagem inespera.

Como é gostosa a sensação de iniciar uma leitura e, no primeiro instante, perceber que a viajem valerá apena. Pois a pista de decolagem foi suficiente para o piloto mostrar que é um exímio condutor com toda a sua experiencia. É. . . Ed Brubaker revelou-se um grande piloto!

Antes de falar do Encadernado PROJETO MARVELS: O Nascimento dos Super Heróis, permita-me voltar um pouco no tempo, quando em uma livraria, onde tive a oportunidade de ter o Encadernado em mãos pela primeira vez, ler um trecho da sinopse na contracapa e, em seguida, devolvê-lo a prateleira devido a falta de interesse que o mesmo me causou. Sim. é exatamente o que você está pensando: "eu julguei o livro pela capa" (precipitadamente, devo dizer. Pois a capa é linda). Hoje, olhando para trás, vejo que tamanho desdem deu-se pelo simples fato que aquela altura eu estava mais interessando na incansável busca por um clássico que ansiava ler e garantir em minha estante mas não encontrava nas prateleiras: "A QUEDA DE MURDOCK" Busca que, por influência de seu protagonista, talvez?, me cegou e não permitiu que enxergasse a grandeza que a sinopse apresentava. Mas vamos voltar ao tema proposto e falar da sinopse do arco em questão...

28 de setembro de 2011

GUERRA CIVIL

Numa realidade onde clássicos são produtos de qualidade do milênio passado, eis que surge o produto que ja nasceu clássico.

"A ação precipitada de um grupo de jovens super-heróis acarreta uma tragédia sem precedentes, deixando um saldo de centenas de mortos."

É a premissa que leva o governo a sancionar a lei do Registro para os Super Seres, e a trama a lugares inimagináveis, dividindo a comunidade heroica como jamais visto, De um lado, a facção pró-registro, liderada pelo Homem de Ferro; do outro, os contrários à medida, tendo à frente o Capitão América.

DE QUE LADO VOCE ESTÁ?

Nem sempre é possível se fazer gigante ao retratar a jornada de um personagem, que dirá em uma edição que envolva todo o universo de uma editora que, vamos combinar, não é pequeno. Isso, naturalmente, leva a certeza que encontraremos um apanhado de personagens que apenas vão figurar as cenas em quadros deslumbrantes, não possuindo peso ou deixando marcas na trama. Isso, claro, ao menos que o escritor da obra queira nos proporcionar uma grande surpresa. Pois é

21 de setembro de 2011

NAMOR: As Profundezas

ATLANTIDA: Mito ou Realidade?
 
Em busca dessa resposta, um grupo de homens crentes na existência do príncipe submarino embarcam numa viajem as profundezas do oceano, comandados por um cético no que diz respeito a realidade NAMOR.

Com uma abordagem inteligente a trama, Peter Milligan cativa logo nas primeiras páginas. Isso porque o grupo de cientistas, exploradores e estudiosos de todo o mundo que submergem em busca da resposta final para a existencia de Atlantida/Namor confere a trama um teor adulto no momento em que os intensos debates, onde conhecemos diversos pontos de vistas, muito bem fundamentados, devo dizer, que levam ao extremo personagens que aprendemos a gostar e confiar, desconfiando, se estabelecem nos discorrer dos paineis. O roteiro é muito bacana, e Namor quase não aparece. É um figurante de luxo em sua própria história. Mas as batalhas verbais dos que acreditam que Namor existe contra os que não acreditam são o motor que nos faz avançar a página seguinte.

Já Esad Ribic beira o inacreditável, tamanha é a qualidade do seu traço que o aproxima da nossa realidade. É impossivel encarar os personagens e não se surpreender ao encontrar em seus rostos expressões vivas que dispensam letras para evidenciar seus pensamentos. E foi dessas mãos talentosas que surgiram um momento iconico da HQ, numa imagem suspeita a primeira vista, onde Namor chega por trás de um dos tripulantes do submarino e toca seu trapézio com ambas as mãos. Que fique claro que o Mutante não está massageando aquele homem. O painel é uma das capas da edição, e uma metáfora para o mal da trama, reconhecido na figura do Príncipe Submarino, finalmente tocando o tripulante e se mostrando real.

O teor adulto estabelece o público alvo sem deixar dúvidas que essa HQ não é coisa de criancinha, mas feita para adultos. E o Namor, reconhecendo a expedição como uma ameaça a sua Atlantida, larga o braço e finaliza quase toda a tripulação do submarino.

Embora o protagonista não seja presença constante, e a trama não possua herói ou vilão estabelecido, pelo menos em pessoa fisica, há um duro embate ideológico, capaz de dividir opiniões e levar para fora das páginas os argumentos dos protagonistas, que faz da leitura um momento único. Experimente ler a HQ em simultâneo com um amigo e entenderá o que digo. 

NAMOR: As Profundezas - de Petter Milligan e Esad Ribic:

Ótima Leitura.