O álbum remonta ao início da banda, mas não é um retrocesso!

Quando publicada a matéria que
anunciava o lançamento do novo álbum,
Living
Things, houve preocupação quanto a insistência dos integrantes em
afirmar que este remonta ao que a banda fez em seu inicio de
carreira. Objetivamente falando:
os dois primeiros álbuns (Hybrid Theory e Meteora). Pois revisitar o passado e trazer um
álbum novo com a cara dos citados não seria ruim. Longe disso. Seria apenas um
retrocesso. E retrocesso não é o que se espera de uma banda que jamais teve medo de ousar, e os integrantes realmente decepcionariam caso cedessem à pressão
de quem rejeita a evolução natural sofrida na sonoridade da banda ao
longos os anos, e dos álbuns lançados. Mas um simples
apertar o play derrubou temores e revelou que a jornada evolutiva é predominante, e
foi o caminho escolhido para alcançar o belíssimo resultado deste
novo álbum, que, como afirmado anteriormente, é dono de uma
dosagem nostálgica que leva direto aos primeiros passos do Linkin
Park. Mas tem como real influência seu predecessor
A Thousand Suns e, certamente, irá satisfazer aos mais ferrenhos dos fãs (os descontentes quanto
ao pouco uso de guitarras pesadas e os não tão constantes, nos dois
últimos álbuns, pelo menos, afinados e arrepiantes brados do vocalista
principal, Chester Bennington) ao unir o melhor das duas fases. Sim, o álbum traz muito dos dois primeiros passos do Linkin Park, considerado por grande parte dos fãs como a melhor fase da banda, mas sem soar ao nu metal seco e cortante da época, trazendo de volta às
canções toda serenidade vocal de Mike Shinoda e a grandiosa loucura de
Chester Bennington
— em sua melhor performance, adianto.
(((Obs.: Os textos referentes a cada canção
foram escritos após o segunda escutada. Dito isso, devido ao calor
da emoção, não sou responsável pelo que encontrará a seguir.)))
1. LOST IN THE ECHO
Os arranjos começam, e a
primeira influencia captada é do experimental A
Thousand Suns. Lost In The Echo traz uma canção de qualidade, mas
que não apresenta grandes inovações; seja na interpretação,
arranjos ou letra. Mas ela cumpre com a expectativa de uma musica de
ação e, em seu terceiro ato, deixa claro que os vocais de Chester
estão altos, cortantes e afinados. E você não quer escapar deles.