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15 de abril de 2012

WATCHMEN

Magistral e indiscutívelmente humana. Humana e incrivelmente ficcional. Uma ficção assustadoramente real.

Falar de WATCHMEN é chover no molhado. Pois o choque de surpresas que a leitura causa é inevitável, e não há, no mundo, elogio que a história não tenha recebido. E qualquer um que se atreva a falar sobre, corre o risco de ser repetitivo  como, naturalmente, será . Isso porque WATCHMEN não é apenas uma história de super-heróis. É UMA HISTÓRIA DE SUPER-HERÓIS!!!

"Situado em uma América alternativa, no ano de 1985, onde super-heróis fantasiados são parte da teia que compõe a sociedade normal do dia-a-dia. Lá, o “Relógio do Juízo Final” – que mostra a tensão entre os Estados Unidos e a União Soviética – sempre está marcando cinco minutos para meia-noite. Quando um de seus companheiros é assassinado, o vigilante Rorschach descobre um plano para matar e desacreditar todos os heróis do passado e do presente. Assim que ele se reúne com sua antiga legião de combatentes do crime – um grupo de heróis aposentados, onde apenas um realmente tem superpoderes – Rorschach vê uma enorme e assustadora conspiração que interliga seu passado em conjunto e aponta para catastróficas consequências no futuro.

Sua missão é olhar por toda a humanidade… mas quem olhará pelos Watchmen?"

17 de dezembro de 2011

BATMAN: A Piada Mortal

De uma genialidade que estabelece um altíssimo padrão de qualidade.

Gênios assustam por serem complicados demais ao falarem coisas que nós, meros mortais (não se ofenda se você for um gênio), não somos capazes de compreender mesmo com a mais completa explicação. Gênios são seres incompreendidos. Gênios são loucos, barbudos e de cabeleira avantajada que se isolam da sociedade pela repulsa a ideia de se moldar a fôrma. Mas gênios não existem nos dias de hoje. Ao menos no plural, não. Pois, nos anos 50, toda a cota de gênios da promissora geração, ao que parece, tomou um só corpo.

O corpo de ALAN MOORE!

Sabe aquela regra: "gênios falam coisas que mortais não conseguem entender"? Ela é falha. Pois quando o gênio é mestre da escrita, fala de forma a não deixar dúvidas e é perfeitamente compreendido. E esse gênio foi capaz de criar a trama mais assustadora que tive o prazer de ler, com o herói mais foda-pra-caralho que tenho a honra de chamar de favorito, em míseras 43 páginas. . . e – segure o queixo – com início, meio e fim. E mesmo com o espaço reduzido que poderia não garantir tempo para que nos rendêssemos a intenção da trama, nós nos rendemos.