A essa altura do
campeonato as histórias correm o grande risco de parecerem comuns e
repetitivas. Tudo já foi pensado, escrito e publicado. De invasões alienígena aos portões do inferno. E a máxima vai a mil quando a
realidade se aplica as história em quadrinhos, porque, dada a
intimidade com os personagens deste universo que quase nos permitem
adivinhar suas palavras e prever seus atos diante de algumas
situações, a zona de conforto pode deixar de ser interessante e o
todo correr um sério risco de perder o brilho. Mas todo presságio
cai por terra quando o homem por trás da cortina é Brian Michael
Bendis, que te desafia na máxima: "tudo já foi feito",
mostrando que, no meio desse tudo, existe a mais valiosa
ferramenta para se conduzir uma narrativa com excelência: os
seres humanos e seus relacionamentos. E é ai que o mestre dos
diálogos te deixa com sabor doce na boca ao mostrar que sua teoria é
falha, e lhe invadir com uma nova certeza: Nem tudo já foi
feito. Te surpreendendo novamente.
Os Vingadores não existem mais. Sua ausência abre
caminho para um insidioso plano de fuga em massa da balsa, a
instalação de segurança máxima da ilha Ryker, onde os supre
criminosos mais perigosos do mundo cumprem pena.
Mas um grupo de heróis reunidos pelo destino se
levanta para impedir que isso aconteça. Testemunhe o nascimento
dos... Novos Vingadores!
Em meu primeiro contato com a Mulher-Aranha, a
grande pergunta foi: Por que? Por que diabos alguém iria
querer ler um personagem derivado do Homem-Aranha? Ainda mais com
este dividindo páginas com o mesmo. E a resposta foi das mais
positivas. Frustrando expectativas, Jessica Drew mostrou força
suficiente para se fazer ver como uma verdadeira protagonista e
revelou que sua única ligação com o Aranha está na alcunha
heroica, não possuindo parentesco algum com Peter Parker, deixando
de ser uma sombra para se tornar o foco. Ela é dúbia, sensual e
indiscutivelmente necessária a trama.