14 de novembro de 2012

KICK-ASS: Quebrando Tudo

"Voce nunca mais verá um gibi do mesmo jeito..."

Informa o texto que o introduz à história na contracapa da edição. Informação essa que nada diz, a não ser a intenção explícita de tentar o leitor a comprar a edição que tirou da prateleira, mesmo sendo a da estreia de um personagem jamais visto pelo público. Levando-o a acreditar que este gibi, diferente de tantos outros que usaram do mesmo artifício para atrair olhos curiosos, irá re.vo.lu.ci:o.nar a sua visão sobre o universo super heroístico. "Tá! É claro que vai!" – é o seu pensamento irônico ao se ver obrigado a duvidar depois ler a preciosa informação. Aos que ainda acreditam na palavra alheia – por mais que venha de um publicitário –, e que também foram abençoados com a curiosidade, dedico efusivos parabéns... #SeusFelizardos. Pois foram os primeiros a se deliciar com a trama que, como o texto da contracapa afirma, não somente irá, COMO REVOLUCIONA sua visão sobre os super personagens dos gibis que acompanha. Revolução que se faz perceber antes da metade da jornada de Dave Lizewski, o chutador de bundas, nessa preciosa edição. Sim, eu lhes desejo sinceros parabéns por vencerem o medo de mais uma vez se decepcionar com uma promessa vã de uma leitura inesquecível, e terem feito de KICK-ASS o sucesso que é hoje, mas não lhes permito sorrisinhos superiores porque... por mais que tenha sido um leitor tardio desse chocolate da literatura, eu o li... e agora vivi cada detalhe dessa jornada como você, um dia, viveu, seu bunda chutada.
 
"O que acontece quando um cara comum numa roupa de látex fica frente a frente com o submundo do crime? É isso o que o jovem Dave Lizewski está prestes a descobrir. Afinal, as pessoas têm apenas uma vida, e Dave quer que a dele seja empolgante. A qualquer preço."

27 de outubro de 2012

HOMEM-ARANHA NOIR

Uma aventura descartável, mas incerta se realmente o é.

O selo Panini Books vem investindo com vontade nos encadernados da linha noir dos super heróis Marvel Comics, e essa novidade começou com o mais teioso dos super seres: o HOMEM-ARANHA.

Nova York, 1933. Quatro anos depois da quebra da Bolsa de Valores de Nova York. Os Estados Unidos vivem a Grande Depressão. O Duende é o chefe de uma quadrilha de criminosos que domina a cidade pela corrupção e violência. Peter Parker vive sua adolescência com os tios Ben e May, um casal de socialistas fervorosos que luta para melhorar a sociedade e impedir a exploração dos mais humildes. Amargurado com o brutal assassinato de seu tio, o jovem Peter encontra a chance de saciar sua sede de justiça ao ser picado por uma exótica aranha mística, que lhe confere poderes especiais. Agora, ele pode honrar o que seu tio lhe ensinou: "se aqueles que detêm o poder não são dignos de confiança, é dever do povo destituí-los".

A história é aquela que todo o mundo conhece, mas, apesar de ser poderosamente interessante, nem todos nesse todo se sente apetecido em ler/ver/ouvir. Sendo objetivo... No primeiro volume da linha noir do Homem-Aranha nada agradou. Dos desenhos ao texto, e também a jornada pela qual este texto passeia. Falando francamente?, tal afirmação é consciente de que muitos poréns a permeia, e um deles é a insistência da Marvel em recontar a origem de um personagem que todos conhecem como se fosse a sua. E esse porém leva a uma grande pergunta:

19 de setembro de 2012

JUSTICEIRO: 6 Horas Para Matar

Uma ousadia refreada.

Cada leitura é única, e mesmo se tratando da continuação de algo ja estabelecido, toda leitura é um momento isolado. Com esse entendimento, compreende-se que em leituras que se permitam continuações, mesmo que a atual seja magnifica não significa que o que vem pela frente seguirá o mesmo caminho de acertos, e nem que a primeira é tão boa que não possa ser superada a seguir. A nova leitura, como qualquer outra, é um momento isolado, lembra?, e mesmo acompanhada de um passado bom ou nem tanto, vem acompanhada também dos mesmos 50% de chances para acertos ou erros. Foi o que descobri, não ao final da leitura, mas por ler JUSTICEIRO: As Meninas do Vestido Branco – que apresentou uma leitura inexpressiva justamente por se ater no expressar –, e, principalmente, por persistir na leitura em questão e compreender que são sim histórias de um mesmo universo, mas nem por isso são equivalentes. Hoje, leitura finalizada, garanto que o erro anterior não se repete aqui, e o que tinha tudo para ser jogado de lado pelo passado negro que nem é tão distante assim, acabou por garantir uma segunda chance, originando o argumento que o introduziu nesse texto e se tornou pensamento – bem antes de se tornar introdução, claro.
 
"Por mais de trinta anos, Frank Castle dedicou sua vida a exterminar de modo implacável a escória criminosa que infesta a nossa sociedade. Porém, durante uma investigação de tráfico infantil na Filadélfia, ele é capturado e envenenado. Agora, Castle tem apenas seis horas de vida, e pretende aproveitá-las da melhor maneira possível: eliminando o maior número de canalhas que puder."

14 de setembro de 2012

SORRISO MAROTO: 15 Anos

15 aninhos bem vividos, porém, maduros como quarentões. (Ôh, Sorte...!)

Todo ano surgem novos artistas com a música mais badalada da estação, cantando o hit que vai martelar em seu ouvido até você desejar que todas as caixas de som do mundo venham a explodir em simultâneo (sem baixas, espero), apenas para não mais ouvir esse ou aquele refrão outra vez. Noventa por cento desses artistas são apenas modas passageiras pelo simples fato de não terem preparo algum para se manterem em uma carreira artística estável e, assim, percebe-se com o tempo, a grande sensação da estação nunca foi o Grupo/Intérprete desta, mas a música cantada. Estamos na era da internet, e o menino com um celular em mãos é capaz de gravar o vídeo do momento ou a música do mês. É muito fácil fazer sucesso! Se estabilizar nele, provando-se um verdadeiro artista a cada obra lançado, não.

Sucesso absoluto desde o inicio dos anos 2000, o Sorriso Maroto  precisou de 15 anos de carreira para entrar na moda e cair na boca do povo, e não há quem possa duvidar desta afirmação, porque o Sorriso Maroto está na moda! Reflexo de uma ténue mudança em seu estilo musical que vem conferindo as canções um ar cada vez mais popular, como moda, o grupo tem o diferencial de não ser um "artista relâmpago" (que surge do nada na internet e, por atalhos de gravadoras e/ou empresários, alcançam as Rádios e emissoras de TV, que os vendem como a nova sensação desse ou daquele estilo, a fim de torná-los sensação). Posição que a banda do momento não ocupa por possuir um passado onde todos fomos testemunhas. E um passado com conteúdo, que se reflete no presente, influenciando sua nova fase. O novo CD está nas lojas, e a espera por este foi longa. Muito maior do que se podia imaginar naquele inesquecível 1° de Março de 2012, onde o espetáculo se fez e o Sorriso Maroto levou mais de 80 mil pessoas a compartilharem uma mesma emoção em um show que movimentou o Rio de Janeiro e jamais será esquecido. Ao apertar o Play, por uma fração de segundo a histeria de tantos mil é o som que domina o ambiente,  até a entrada dos cavacos, violões e, oficializando com excelência o arrepio que te domina ao primeiro contato com o CD de inéditas, surge a frase que ganhou o Brasil, proferida pela voz marcante e inconfundível de Bruno Cardoso: "Assim você mata o Papai, hein!". Levando a multidão, já ansiosa pelo espetáculo, a um sufocante delírio que é coroado na queima de fogos que se mistura ao instrumental e enche de beleza a primeira canção.


OBS: "Em algumas músicas, fãs do Sorriso Maroto que, gentilmente, aceitaram a proposta de expor seus pareceres sobre suas canções favoritas do novo álbum, compõem o texto com suas verdades. Muitas pediram anonimato, outras liberaram seu primeiro nome ou nick no twitter. Todos os pedidos foram atendidos."

12 de setembro de 2012

Te apresento o amor


Muito prazer, acabo de te conhecer.
O mundo dá voltas e voltas... parece que tudo foi armado para eu te encontrar.
Uma hora mais?, agora eu quero conversar.
Meu Deus, mas que sorriso lindo...! Acho que vou me apaixonar.

Tem uma voz tão doce, e um rosto suave, esculpido a mão?. Cabelos dourados que refletem a paixão. Muito prazer! Acabo de te conhecer, amor.

“Refrão”
Não posso acreditar que hoje eu te encontrei.
A musa dos meus sonhos, a mais belas das flores, a mulher que eu sonhei. 
Eu fico a pensar: “será que tudo não passou de ilusão?”
Se isso é verdade ou fora da realidade, eu não sei. Mas te apresento o meu amor.


Paro pra pensar, olha o tempo passou e eu nem vi.
Foi o nosso primeiro encontro... de tantos que virão por aí.

Tem uma voz tão doce, e um rosto suave, esculpido a mão?. Cabelos dourados que refletem a paixão. Muito prazer! Acabo de te conhecer, amor.

“Refrão”
Não posso acreditar que hoje eu te encontrei.
A musa dos meus sonhos, a mais belas das flores, a mulher que eu sonhei.
Eu fico a pensar: “será que tudo não passou de ilusão?”
Se isso é verdade ou fora da realidade, eu não sei. Mas te apresento o meu amor. 
Não existe o acaso quando existe o amor. Se hoje eu te encontrei, vou te levar onde for.
Categoria: Letra de música.
Autor: Marcelo HaeS.
Data da composição: 12/10/2004.

5 de setembro de 2012

CAPITÃO AMÉRICA: A Ameaça Vermelha

De todos, o retorno mais aguardado.

"Voltar é bom, como um som que a gente ouve novamente." Citando um trecho da canção popular que, com beleza e poesia, expressa o prazer das emoções revividas, encontrei a forma mais simples e eficaz de apontar meu contentamento ao revisitar esse universo e reencontrar companhias queridas de outrora, descobrindo um pouco mais de suas verdades ao desfrutar um pouco mais de suas companhias. Voltar é bom, pelo simples fato de não haver lugar como o lar, como não há tantas citações poderosas como esta, somente por esta ser tão verdadeira e unânime aos seres pensantes. Não há lugar como o lar, e não há, nos corações humanos, sentimento mais poderoso que o prazer do voltar.

"A MORTE VEM DO PASSADO.

Na trilha de seu recém-reencontrado parceiro Bucky, o Capitão América vai à Inglaterra e luta ao lado de dois ex-colegas Invasores – Spitfire e Union Jack – para impedir que o Caveira Vermelha arrase Londres com um pesadelo dos tempos da 2ª Guerra Mundial. Para isso, porém, ele terá de enfrentar inúmeras ameaças, como o novo Grande Mestre, Ossos Cruzados e Pecado, a insana filha do Caveira Vermelha! No segundo volume da fase do premiado roteirista Ed Brubaker (Criminal), novos e surpreendentes desafios aguardam a Sentinela da Liberdade!"

Não é de hoje que Ed Brubaker se revelou um favorito da escrita, como não é a primeira vez que, aqui, cito a

23 de agosto de 2012

BATMAN e Filho

Da desconfiança a aclamação.

Existem vários tipos de artistas: dos que acreditam serem aos medianos, passando pelos comuns, inovadores e, no topo da escala, os geniais. De todos, vou citar apenas dois: Os que impressionam a cada obra lançada (geniais), e os que sustentam seu nome por um único momento de inspiração (comuns). Este segundo, com muita facilidade, atribui a Grant Morrison no momento em que percebi a aclamação por parte de seus leitores e não ser capaz de compreendê-la. Cheguei a certeza de que o cara, em um passado distante, teria escrito algo grandioso e desde então apoiava seu nome no mesmo. Seria a explicação mais plausível para tamanho exagero dos seus fãs.

Usando de sinceridade: "Peraí, meu... cês tão falando daquele merda que escreveu aquele lixo?!", foi o pensamento que me ocorreu ao associar seu nome a uma leitura terrível, numa trama que comecei a ler com boa vontade até, e, antes da metade, percebi que persistia na leitura pela obrigação pessoal de querer terminá-la, apenas por tê-la iniciado: Liga da Justiça - Nova Ordem Mundial. Um fato intimamente pessoal  de gosto mesmo   e que levou ao total desinteresse por BATMAN e Filho antes mesmo de iniciá-la, mesmo tendo como protagonista o Batman, personagem tão amado. Isso, claro, porque o até então supervalorizado Grant Morrison é responsável por aquela obra, se lembra?, que marcou por falhar em seu intento. Mas não vamos entrar em deméritos porque essas águas passaram, e passaram com a promessa de jamais voltarem. Fiz questão de lembrá-la apenas para dar apoio a origem do desconforto inicial desta leitura. Pois Nova Ordem Mundial é grande responsável pelo desagrado ao zapear a área de créditos da edição.

27 de julho de 2012

BATMAN - O Cavaleiro das Trevas Ressurge

(SPOILER. Leia somente se você ja assistiu ao filme)

A vida é uma piada desagradável.

Ela é cheia de sabores, aromas e cores, mas, mesmo em meio a toda essa profusão... não possui beleza. Claro que não. Porque a beleza da vida está no poder!, e depende de sua conquista para ser encontrada. Seja o poder aquisitivo, que torna qualquer um capaz de garantir o sorriso de um filho, o amor de uma esposa e a recompensa de uma velhice tranquila aos que dedicaram amor quando era incapaz de se impor diante de uma sociedade; seja o poder de fazer, que garante coragem para seguir em frente diante de adversidades e, para o bem ou para o mal, alcançar a tentativa de superar o que um dia foi um obstáculo em uma jornada. Assim, ao final de O Cavaleiro das Trevas Ressurge, mas necessariamente considerando toda a jornada de Bruce Wayne desde Batman Begins, surgiu a lição que recebi: A vida é uma piada desagradável... mas apenas para quem não sabe sorrir diante dela. Apenas para quem não sabe vivê-la.

E Bruce Wayne jamais soube.

Porque Bruce Wayne morreu antes de ter a chance de conhecer as cores da vida; os aromas e sabores que ela, em toda a sua abundancia, poderia lhe proporcionar. Porque Bruce Wayne

26 de junho de 2012

INFERNO


Pode ser. A noite está tão fria e eu quero ver seu corpo delirando, exalando prazer.
Te ver se esfregar em mim, me dizendo que eu não posso parar.

De você sai o veneno que me faz sentir. Sentir no fogo o meu corpo sucumbir.
Quem dera os dias fossem noite, a noite a gente sempre pode gozar.

Gozar a vida, a vida é feita de dor. Mas só nesse momento eu esqueço o terror.
Estou marcado pra morrer só a morte pode nos separar.

“Refrão”
E pro inferno eu vou e logo eu vou voltar.
Tu vai sentir minha dor, verei seu corpo gritar.
Mas sob a luz vou arder, na escuridão vou ficar
esperando pra ver a sua hora chegar.


Encontrou, me tirou dos braços dela e não perdoou. E lá do precipício você me lançou.
Senti o meu corpo se abrir, doeu na pele a minha carne ao rasgar.

Então as pragas vieram e levaram a dor. Estou sentindo medo de tudo sem dor.
Levanto a cabeça e vejo a orgia que acontece aqui.

Mas eu não quero sexo só quero ver aquele que me exterminou aparecer.
Espero que você tenha o prazer de um dia o diabo encontrar.

“Refrão”
E no inferno estou e logo eu vou voltar.
Tu vai sentir minha dor, verei seu corpo gritar.
Mas sob a luz vou arder, na escuridão vou ficar
esperando pra ver a sua hora chegar.

Mas eu quero ver você apodrecer
e não poder se livrar e no inferno queimar.
As pragas vão te atacar, verei seu corpo sumir.
Não tem pra onde fugir porque o inferno é aqui.



Categoria: Letra de música.
Autor: Marcelo HaeS.
Data da composição: 14/07/2006.

25 de junho de 2012

LINKIN PARK: Living Things

O álbum remonta ao início da banda, mas não é um retrocesso!

Quando publicada a matéria que anunciava o lançamento do novo álbum, Living Things, houve preocupação quanto a insistência dos integrantes em afirmar que este remonta ao que a banda fez em seu inicio de carreira. Objetivamente falando: os dois primeiros álbuns (Hybrid Theory e Meteora). Pois revisitar o passado e trazer um álbum novo com a cara dos citados não seria ruim. Longe disso. Seria apenas um retrocesso. E retrocesso não é o que se espera de uma banda que jamais teve medo de ousar, e os integrantes realmente decepcionariam caso cedessem à pressão de quem rejeita a evolução natural sofrida na sonoridade da banda ao longos os anos, e dos álbuns lançados. Mas um simples apertar o play derrubou temores e revelou que a jornada evolutiva é predominante, e foi o caminho escolhido para alcançar o belíssimo resultado deste novo álbum, que, como afirmado anteriormente, é dono de uma dosagem nostálgica que leva direto aos primeiros passos do Linkin Park. Mas tem como real influência seu predecessor A Thousand Suns e, certamente, irá satisfazer aos mais ferrenhos dos fãs (os descontentes quanto ao pouco uso de guitarras pesadas e os não tão constantes, nos dois últimos álbuns, pelo menos, afinados e arrepiantes brados do vocalista principal, Chester Bennington) ao unir o melhor das duas fases. Sim, o álbum traz muito dos dois primeiros passos do Linkin Park, considerado por grande parte dos fãs como a melhor fase da banda, mas sem soar ao nu metal seco e cortante da época, trazendo de volta às canções toda serenidade vocal de Mike Shinoda e a grandiosa loucura de Chester Bennington  em sua melhor performance, adianto.

(((Obs.: Os textos referentes a cada canção foram escritos após o segunda escutada. Dito isso, devido ao calor da emoção, não sou responsável pelo que encontrará a seguir.)))

1. LOST IN THE ECHO
Os arranjos começam, e a primeira influencia captada é do experimental A Thousand Suns. Lost In The Echo traz uma canção de qualidade, mas que não apresenta grandes inovações; seja na interpretação, arranjos ou letra. Mas ela cumpre com a expectativa de uma musica de ação e, em seu terceiro ato, deixa claro que os vocais de Chester estão altos, cortantes e afinados. E você não quer escapar deles.

23 de junho de 2012

OS NOVOS VINGADORES: Motim

O prazer da leitura renovado pela excelência.

A essa altura do campeonato as histórias correm o grande risco de parecerem comuns e repetitivas. Tudo já foi pensado, escrito e publicado. De invasões alienígena aos portões do inferno. E a máxima vai a mil quando a realidade se aplica as história em quadrinhos, porque, dada a intimidade com os personagens deste universo que quase nos permitem adivinhar suas palavras e prever seus atos diante de algumas situações, a zona de conforto pode deixar de ser interessante e o todo correr um sério risco de perder o brilho. Mas todo presságio cai por terra quando o homem por trás da cortina é Brian Michael Bendis, que te desafia na máxima: "tudo já foi feito", mostrando que, no meio desse tudo, existe a mais valiosa ferramenta para se conduzir uma narrativa com excelência: os seres humanos e seus relacionamentos. E é ai que o mestre dos diálogos te deixa com sabor doce na boca ao mostrar que sua teoria é falha, e lhe invadir com uma nova certeza: Nem tudo já foi feito. Te surpreendendo novamente.

Os Vingadores não existem mais. Sua ausência abre caminho para um insidioso plano de fuga em massa da balsa, a instalação de segurança máxima da ilha Ryker, onde os supre criminosos mais perigosos do mundo cumprem pena.
Mas um grupo de heróis reunidos pelo destino se levanta para impedir que isso aconteça. Testemunhe o nascimento dos... Novos Vingadores!

Em meu primeiro contato com a Mulher-Aranha, a grande pergunta foi: Por que? Por que diabos alguém iria querer ler um personagem derivado do Homem-Aranha? Ainda mais com este dividindo páginas com o mesmo. E a resposta foi das mais positivas. Frustrando expectativas, Jessica Drew mostrou força suficiente para se fazer ver como uma verdadeira protagonista e revelou que sua única ligação com o Aranha está na alcunha heroica, não possuindo parentesco algum com Peter Parker, deixando de ser uma sombra para se tornar o foco. Ela é dúbia, sensual e indiscutivelmente necessária a trama.

24 de maio de 2012

LANTERNA VERDE: Sem Medo

Uma leitura por demais ansiada, onde o acerto revelou-se uma constante.

Depois de conferir o trabalho de Geoff Johns em Lanterna Verde: Origem Secreta e testemunhar a fusão de escritor e personagem num único ser, me tornei um espectador ansioso pelo próximo volume da fantástica simbiose artistica. Sim, você entendeu bem, es-pec-ta-dor. Pois o espetáculo é conduzido com tamanha destreza que o texto torna-se um complemento real da imagem, dando vida ao espetáculo, fazendo os "Fabooms" e "Papapás" saltarem páginas afora, alcançando a audição, me fazendo jurar que o encadernado era também composto por sonoplastia. Foi demais! A leitura inspira a uma experiência muito real. Muito viva. E isso é reflexo de uma trama envolvente, onde os personagens estão em primeiro plano, e a ação, não menos importante, mas uma consequência de atos. . . Isso é o que acontece quando um grande escritor encontra um grande personagem, e é prova material de que da união de dois grandes, surge um gigante. Porque um grande personagem necessita de um grande escritor, para, assim, ambos tornarem-se gigantes. E eles se tornaram!

"Hal Jordan ressuscitou e alcançou sua redenção. Agora chegou o momento de prosseguir com sua vida como Lanterna Verde, o protetor do setor espacial 2814. Mas enquanto ele retorna aos céus como um piloto da força aérea, Jordan tem de encarar novas ameaças de antigos inimigos, como os mortais Androides conhecidos como Caçadores Cósmicos, Tubarão e o terrível Mão Negra.
Tudo isso enquanto, em Oa, a Tropa dos Lanterna é reconstituída para proteger e servir a todos os seres em todas as galaxias conhecidas."

A trama reúne dois arcos que compõem uma história. O primeiro escrito por Geoff Johns e o segundo também escrito por Johns, agora em companhia de Dave Gibbons, que trouxe ao roteiro características que separam o estilo narrativo das duas historias, embora ocorram no mesmo período de tempo e mantendo a qualidade.