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28 de outubro de 2015

O complexo de Smaug em A Regra do Jogo.

A Regra do Jogo não precisa ser defendida.

Seja pelo roteiro de João Emanuel Carneiro (que está a altura de seus maiores sucessos como A Favorita, de 2008, e Avenida Brasil, de 2012): seja pela cristalina iluminação de cada cena; seja pela fotografia de primeira ou pela direção de Amora Mautner, é tudo de primeiríssima qualidade.

É a novela mais interessante do horário desde Avenina Brasil.

Isto posto, o mesmo não se pode dizer da equipe de montagem dos capítulos, apesar de a novela estar muito acima de tudo o que qualquer outro autor foi capaz de alcançar no horário desde Celebridade (novela de Gilberto Braga, tão ágil e rica em conteúdo quanto a atual). A equipe de pós-produção parece ser o elo mais fraco da composição. Aos que duvidam, convido a resgatar em memórias a maneira brilhante como eram utilizados os ganchos de cena (das que criavam tensão para o comercial as de encerramento do capítulo) e a trilha sonora sonora que parecia conversar com a trama. Pra te ajudar no resgate dessas memórias, cito o "Assim você mata o papai" na voz do cantor Bruno Cardoso, que funcionava como bordão de humor, e anunciava mais uma crise de ciúmes do popular Leléco (do genial Marcos Caruso) com sua jovem namorada Tessália (de Débora Nascimento).

Em A Regra do Jogo essa conversa entre entre as artes não acontece.

15 de setembro de 2015

A risada da Atena

De forçado, só as críticas a composição da personagem.

Parece que a tendência pôs-Babilônia é criticar o conteúdo do horário nobre da Vênus Platinada. E em tempos de opiniões enlatadas, basta um formador de opinião usar seus portais, sites ou blogs para ventilar palavrinhas em desfavor a isso ou aquilo, e aqueles que tem preguicinha de pensar assumem para si sílaba a sílaba e saem disseminando por aí suas baboseiras como se fossem raciocínios shakespearianos.

Risada forçada? Personalidade exagerada? Mas que nada. Composição perfeita da competentíssima Giovanna Antonelli. Mais uma, né?